sexta-feira, 11 de março de 2011

TERREMOTO NO JAPÃO


A hora de acordar a consciência para os verdadeiros problemas “caducou”

“É mais fácil empurrar com a barriga, e deixar o abacaxi para os netos, mas enquanto o mundo continua parolando o termômetro e a água vão subindo” (Música "Mentira"- Manu Chao)

Os noticíarios dos jornais narram e mostram um forte terremoto de magnitude 8,9 que atingiu nesta sexta a costa nordeste do Japão, gerando um tsunami (onda gigante com potencial destrutivo) de até dez metros de altura que varreu a costa do país, matando centenas de pessoas e causando destruição.

Não esquecendo outra passagem vivenciada aqui no Brasil, as enchentes no Rio de Janeiro causaram mais mortes do que qualquer outro incidente “semelhante” em 2010. Já nos últimos 12 meses, a inundação no Rio está entre as quatro mais fatais do mundo. Lembrando que a maior parte das mortes foi causada por deslizamentos em Niterói e na capital.

Mediante aos fatos tão destrutivos e às sensações de indignação, fraternidade e condolência; exponho com muito respeito a minha opinião e que junto aos leitores, possamos “refletir” sobre o caos que vivenciamos a cada ano que passa.

Se eu posso ir mais longe, diria que não adianta apenas pensar sobre os problemas, nem entender que existem soluções, o mais importante é que: “todos participem conscientemente, buscando mudar hábitos adversos a “sustentabilidade”, na tentativa de desacelerar as consequências provenientes da utilização célere e desqualificada dos recursos naturais; por que fica cada vez mais nítido que a reação da natureza à ação humana, é exata, judiciosa e intensa.

Quando busco subsídios para escrever a matéria vejo que “o buraco é mais em baixo” e que a “desordem climática global” e seus prejuízos são sobrecarregados pela soma de bilhões de pequenas ações individuais ou egoístas.

Fernando Fernandez é biólogo, PhD em Ecologia pela Universidade de Durham (Inglaterra), faz uma colocação coerente sobre o modo de pensar bastante popular na questão ambiental: “OUTRISMO”. Resume em: “cada um acha que a culpa dos problemas ambientais é sempre dos outros, nunca de si mesmo.”

Assim acontece no cenário mundial, o exemplo visto em Copenhague, na recente Conferência mundial do clima, onde os países desenvolvidos disseram que só limitarão a sério suas emissões se os grandes emergentes também o fizerem. Do outro lado, alguns países ditos “em desenvolvimento” usam o passivo histórico dos países desenvolvidos, poluidores desde o século 19, como argumento para não limitar suas próprias emissões.  

Fernando ainda dá outros exemplos de “outrismos” e afirma que são claros no nosso cotidiano e que a desordem climática existe para que possamos manter o nosso padrão de consumo e ainda divide a população do planeta em duas parcelas.

A primeira é uma expressiva parte da população que tem um consumo acima do tolerável, ou seja, gera emissões de CO2 e outros gases estufa acima do consumo natural desses gases. A segunda parcela tem um padrão de consumo baixo e baixas emissões, e não contribui significativamente para o aquecimento global, mas a maior parte das pessoas que estão nesse grupo tem como maior aspiração entrar para os padrões de consumo do primeiro grupo. Essa aspiração parece bastante legítima, mas é fácil ver que a história não acaba bem.

Precisamos perceber que não é necessário apenas eleger melhores líderes, devemos depender muito mais das nossas atitudes, do que esperamos de quem nos conduz.

“Ao nos eximir de olhar para as consequências ruins de nossos próprios atos, a auto-ilusão nos ajuda a lidar com tais lados desagradáveis da realidade. Nesse sentido, então, nos protege, como uma boa maneira de ficar mais tranquilos diante dos problemas. Mas por isso mesmo, é também uma excelente maneira de não resolver os problemas.” (Fernando Fernandes)

Nesse momento da história, é crucial “resolver os problemas” ao invés de nos anestesiarmos. Não é uma escolha fácil, porém o mais difícil é saber que além de tantas vítimas e tantos arrasamentos; não estamos livres destes acontecimentos. Nem nós, nem nossos filhos, netos e as próximas gerações.

SERÁ QUE HAVERÁ CHANCE?


 Paz no coração de todos os envolvidos no terromoto do Japão.....

                                  Alunos em escola na Índia rezam pelas vítimas do terremoto  atingiram o Japão
                                   Amit Dave/Reuters

Mayrles Emille

[Pesquisas: Portal G1 e site Eco]


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