quarta-feira, 16 de março de 2011

Maria Gadu

Dona de um carisma que serve ao seu próprio talento e à nossa expectativa de boa música



Diante de um estilo meio largado e meio indie, qualquer desavisado pode achar que ela faz parte de uma nova onda de rock’n’roll. Mas basta ela abrir a boca, sorrindo ou cantando, para escancarar a suavidade em forma de MPB que detém com muita propriedade: letra, música e voz. Este contraste seduz e espanta mesmo os mais desiludidos com os rumos da música brasileira.

E ela é assim, cheia de atitude, carisma e ousadia. Boas palavras para explicar Maria Gadu.

O melhor mesmo é deixar acontecer. E aconteceu rápido: em menos de cinco meses chegou ao Rio, fechou contrato com a “Som Livre” para o lançamento do disco de estréia e atraiu à sua temporada no Cinemathèque ninguém menos que Caetano Veloso e Milton Nascimento, além de uma penca de outros artistas, críticos musicais, cineastas, atrizes, descolados e músicos.

O caso de Maria com a música começou desde muito cedo e aos 10 anos compôs “Shimbalaiê”; sua primeira canção e também uma espécie de amuleto para Gadu.

“- Minha vó era cantora lírica. Cresci ouvindo música clássica e Adoniran Barbosa. Também gosto de Lenine, Marisa Monte, Sandy e Júnior...”

E chegou a sua vez. Aquela menina cheia de dons e de boas influências musicais, cresceu e passou muito tempo fazendo shows em barzinhos, viagens, perrengues e covers de outros músicos. Hoje, ela “canta” ou encanta contando a sua própria história.

Não basta o que digo, sendo eu só mais uma admiradora do trabalho dela. Porém dos grandes nomes como Caetano Veloso, Milton Nascimento e João Donato ela arranca os mesmos sentimentos.

“-Prevejo um caminho iluminado para ela. Gosto muito do estilo, da personalidade e da voz da Maria. Como eu, que comecei a compor aos 7 anos, ela faz música desde criança” -derrama-se João Donato Trecho extraído da Revista O Globo do dia 24/05/09 


“- Fui convidado por uma turma jovem para assistir ao show de uma garota nova. Quando chegamos ao teatro, lotado, fiquei muito feliz ao ver aquela voz linda e suave, que me conquistou logo” - conta Milton.  Trecho extraído da Revista O Globo do dia 24/05/09

 E ficamos todos "boquiabertos" diante de uma cantora e compositora de verdade, presenciando o nascimento de um novo talento, não conseguem compará-la a nada. Maria é diferente de tudo o que já viram.

Em cena, ela faz um gênero retraído e com seu timbre levemente rouco que percorre o samba, blues, pop, rock e toques de regionalismos. 
[Pesquisas site O Globo e  Chevrolet Hall]


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Beijos beijos
Mayrles Emille

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