terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O espelho e a intensidade


Questionadora indubitável, alimento-me buscando respostas para os acontecimentos da vida; ao que parece o que me instiga é esta caça, pouco mudará qual fim terá. Quem sabe seja este o motivo pelo qual "soa" o bem resolvida: não levo culpas, não descasco mais de uma vez as mesmas circunstâncias e nem me sinto infeliz. Nunca!!! E se me perguntares não saberei dizer...Não são fórmulas e nem estratégias.... São conduções, doçura e encantamento pela vida.

Entendo que da dualidade resulta o equilíbrio...Relaxe quando achar que não há nem portas e nem janelas; uma situação nunca se prende a você; nós que nos apegamos a ela. O nosso tempo é esse: em alternâncias do frio e do quente, dos prazeres e da dor, do estável e instável. 
A máquina propulsora sem dúvidas é a nossa mente, "caixola"; nela é que está a capacidade de transformar e estampar a realidade; como Rubem braga pensou: "Não há nada ordinário no vasto mundo, senão, quiçá, os olhos de quem vê."
 Nada será belo se você não sentir e ver que é. 

Se tivermos valores do bem, pensamentos positivos, de sucesso, de honestidade, de fraternidade, os frutos serão de mesma natureza.

Permita que os melhores sentimentos se manifestem; "verdadeiro manifesto" assim como o amor que se apresenta de diferentes maneiras, mil facetas, transborda em expressões. Saiba, tenho isso como prioridade, aliás nenhum sentimento de naufrágio, de horror ou desordem, substitui a presença espaçosa do "Amor". Acolher e lembra-lo é como uma ferramenta de renovação, "fôlego", deslumbre, força que regula os nossos impulsos vitais. E se tiveres algo a oferecer na vida de alguém que seja através da amabilidade; mesmo que por aceitação ou respeito às diferenças tão comuns ao nossos convívios.

"Do que digo, descubro, deduzo. Será, se? Apalpo o evidente? Tresbusco. Será este nosso desengonço e mundo o plano – interseção de planos – onde se completam de fazer as almas?
Se sim, a “vida” consiste em experiência extrema e séria; sua técnica – ou pelo menos parte – exigindo – o consciente alijamento, o despojamento, de tudo o que obstrui o crescer da alma, o que a atulha e soterra? Depois, o “salto mortale”… – digo-o, do jeito, não porque os acrobatas italianos o aviventaram, mas por precisarem de toque e timbre novos as comuns expressões, amortecidas… E o julgamento-problema, podendo sobrevir com a simples pergunta: – “Você chegou a existir?”"
                                                                                         [O Espelho- Guimarães Rosa]


Se você existe, faça desta presença uma imagem senão forte, doce ou ao menos sutil para que o seu reflexo no espelho seja de mesma intensidade.

Beijos beijos
Mayrles Emille

Um comentário:

Pesquisa personalizada