segunda-feira, 11 de outubro de 2010

PORTFÓLIO TCC- Técnico Estilismo e Moda- PARTE 3

PORTFÓLIO CAP.2

A FORÇA E A ESTÉTICA DO CANGAÇO



Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião, mito em todo Nordeste ao misturar riqueza, extravagância e barbárie; criou no cenário brasileiro uma das identidades visuais de maior força e autenticidade, lançando no país o banditismo de ostentação, em que o ornamento dá destaque particular aos crimes.

Adotar um estilo extravagante, não era apenas uma questão de vaidade, e sim de sobrevivência; vestir-se bem era essencial para triunfar.

Mas em entrevista que hoje é considerada pelos historiadores como peça fundamental no estudo e no conhecimento do fenômeno “Cangaço”, em trechos mais importantes Lampião conta a sua trajetória e afirma que foi o fato de não confiar na honestidade pública, (por que os matadores contavam com a escandalosa proteção dos grandes), que resolveu fazer justiça por conta própria, isto é, vingar a morte do seu progenitor, brutalmente assassinado por um coronel inimigo.

Maria Gomes de Oliveira, mais conhecida por Maria Bonita, foi a primeira mulher a aparecer no cenário do Cangaço, quando conheceu Lampião e apaixonou-se.

Ela era a musa e a rainha do Cangaço, ocupava-se a costurar as indumentárias dos Cangaceiros e participava de todas as atividades, inclusive dos combates.

Lampião e Maria Bonita formam o casal mais unido e temido do Sertão. Embora, se analisarmos mais intimamente, concluiremos que o “Cangaço e os seus ascendentes” foram frutos de problemas sociais que criaram exércitos particulares e verdadeiras guerras entre as famílias, diante das desigualdades, rivalidades políticas, suscitadas pelas secas prolongadas e os limites geográficos entre as fazendas.


Pesquisas: Rosane Volpatto

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