quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Estilo Próprio



Quando recebi o convite para escrever, pensei na coluna como um espaço que propiciasse ao leitor, um momento que além da vivência, pudéssemos questionar o sentido da moda, comportamento e estilo; afinal o ato de "vestir" revela um mosaico de percepções, necessidades e motivações que se sustentam entre dois mundos:
- O mundo dos valores econômicos, morais e físicos. Nesse espaço, a roupa adiquire funções de proteção, status socioeconômicos, representação grupal e de gênero. Assim o lugar que ocupamos e acreditamos ocupar, materializa-se nas roupas que escolhemos vestir.
- O mundo dos afetos, fantasias, complexos e desejos. Nesse espaço, a roupa exerce função de linguagem; nossa personalidades: medos, fraquezas, talentos, forças e potencialidades insinuam-se por meio da roupa que escolhemos usar.
A princípio, a moda parece fazer a distinção das pessoas em elegantes ou não, detentoras de estilo ou não, bem vestidas ou não. Será que a seleção de uma roupa, num mundo dominado pela indústria da moda, pode oferecer espaço para a expressão individual?
Ser um indívido implica em estabelecer seus próprios limites, mesmo quandoa coletividade expõe suas regras, guias e padrões. A individualidade é o meio da expressão de nossa singularidade.
Quando a pessoa passa a subtrair a sua própria identidade, vivenciando apenas um repertório de marcas, não é um problema da indústria, mas da pessoa. Ela vive a moda como uma ditadura, um regime de forças que impossibilita a liberdade de escolha.
A profissão, o lazer, os interesses,a relação com o corpo, define o estilo de cada indivíduo. Criar um estilo próprio é extrair do mercado: sensações, texturas, objetos, símbolos, que se adequem e contem a nossa própria história. Como um repertório musical que tomamos, onde cda música nos remete a um momento especial da nossa vida.
E o que estaremos evidenciando em cada edição, são as ferramentas que cada um pode usar para compor o seu repertório de estilo; tratando das adequações, tendências e todos os movimentos da moda como possibilidades e referências que venham a agregar na vida e no cotidiano de homens, mulheres e profissionais. Até breve!!

                                                                        [Edição da Revista 100% Você, Mayrles Emille]

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